
Sinais de que o telhado precisa de impermeabilização
O telhado dá aviso antes de virar goteira. Vale vistoriar quando aparecem estes sinais:
- Manchas de umidade no forro ou na laje do último pavimento, principalmente depois de chuva com vento.
- Telhas trincadas, deslocadas ou com musgo acumulado nas sobreposições.
- Rufos soltos, calhas com ferrugem ou emendas abertas.
- Água escorrendo pela face interna da platibanda ou da casa de máquinas.
Manta, membrana ou troca de telhas?
A manta asfáltica aluminizada é indicada para calhas, rufos, emendas e telhas de fibrocimento em bom estado estrutural. A membrana líquida funciona bem em geometrias recortadas e encontros com alvenaria. Quando a telha está porosa e quebradiça em grande parte da cobertura, a impermeabilização apenas adia o problema: o caminho é a troca.
A decisão certa depende de vistoria no local, com avaliação também da estrutura de madeira ou metálica que sustenta o telhado.
Cuidados de segurança e execução
Trabalho em telhado é trabalho em altura: exige linha de vida, equipe treinada conforme NR-35 e planejamento para não danificar telhas ao circular. Em condomínio, a obra também precisa de comunicação com moradores do último andar e cronograma que evite deixar trechos abertos em previsão de chuva.
O que dizem as normas técnicas
A ABNT NBR 9575 trata da seleção e do projeto de impermeabilização, e a NBR 9574 define como a execução deve ser feita. Para coberturas, a NBR 15575 (norma de desempenho) estabelece que o sistema de cobertura precisa ser estanque à água de chuva durante sua vida útil de projeto.
Na prática, isso significa que impermeabilizar telhado não é só passar produto: é escolher o sistema compatível com a telha, a inclinação, a estrutura e o regime de chuvas da região — em Porto Alegre, no Litoral Norte e na Serra Gaúcha, chuva com vento forte é um fator decisivo.
Passo a passo de uma intervenção bem feita
A sequência abaixo evita retrabalho e goteiras que voltam na primeira chuva forte:
- Vistoria da cobertura e do forro do último pavimento, com registro fotográfico das manchas.
- Avaliação da estrutura de madeira ou metálica que sustenta as telhas.
- Limpeza das telhas, calhas e rufos, com remoção de musgo e detritos.
- Substituição de telhas trincadas e correção de sobreposições e fixações.
- Aplicação do sistema escolhido (manta aluminizada, membrana líquida ou ambos) em emendas, calhas e encontros.
- Teste com água e revisão de descidas pluviais antes da entrega.
Responsabilidade do síndico
O Código Civil (art. 1.348) atribui ao síndico o dever de diligenciar a conservação das partes comuns. Quando um problema conhecido não é tratado e causa dano a moradores ou terceiros, a omissão pode gerar responsabilidade civil para o condomínio e para quem o administra. Por isso, registrar vistorias, orçamentos e serviços executados é tão importante quanto a obra em si.
Serviços técnicos de engenharia devem ser acompanhados de ART (Anotação de Responsabilidade Técnica), prevista na Lei Federal nº 6.496/1977. A ART identifica o profissional responsável junto ao CREA e é o documento que protege o condomínio se algo der errado. Na EstruRec, os serviços são conduzidos por corpo técnico com registro no CREA-RS.
Perguntas frequentes
Quanto tempo dura a impermeabilização de telhado? Depende do sistema e da manutenção. Mantas aluminizadas bem aplicadas e revisadas periodicamente costumam ter bom desempenho por vários anos; a revisão anual de calhas e rufos prolonga essa vida útil.
Dá para impermeabilizar telhado de fibrocimento? Sim, desde que as telhas estejam íntegras. Telhas porosas ou quebradiças em grande área devem ser trocadas.
É preciso desocupar o último andar? Normalmente não. O serviço é externo, mas os moradores devem ser avisados sobre ruído e circulação da equipe.
Qual a melhor época para fazer? Períodos com menor previsão de chuva, planejando o cronograma para não deixar trechos abertos.
