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Marquise: por que o laudo é cobrado e o que a vistoria verifica

Marquise concentra três fatores de risco: balanço, sobrecarga acumulada e água. Entenda o que a vistoria técnica verifica e quando o escoramento é inevitável.

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Inspeção técnica de marquise de concreto na entrada de edifício, com verificação de fissuras e drenagem

Por que a marquise recebe atenção especial

Marquise é estrutura em balanço: engasta de um lado e não tem apoio do outro. Isso significa que não há caminho alternativo de carga — quando a seção crítica junto ao engaste perde capacidade, não existe redundância que segure o elemento.

Somando-se a isso, marquise fica sobre entrada de prédio, calçada e circulação de pessoas. É por essa combinação de exposição e ausência de redundância que o laudo de marquise é cobrado com regularidade no Rio Grande do Sul.

O que a vistoria verifica

Uma vistoria de marquise bem feita cobre, no mínimo:

  • Região do engaste: fissuras transversais, sinais de rotação e integridade do concreto.
  • Armadura: posição, recobrimento, corrosão e perda de seção.
  • Sobrecarga acumulada: revestimentos sobrepostos, jardineira, equipamento, letreiro, antena, condensadora.
  • Drenagem: caimento, ralo, rufo e pingadeira — água empoçada é a causa mais frequente de deterioração.
  • Impermeabilização da face superior e estado da pintura e do forro inferior.
  • Alterações não previstas em projeto, como fechamento, ampliação ou estrutura apoiada sobre a marquise.

Sinais que exigem providência imediata

Concreto se desprendendo, ferragem aparente com corrosão, mancha de ferrugem descendo pelo forro, fissura contínua junto à parede ou deformação visível no bordo são situações de risco imediato.

Nesses casos, a primeira medida é isolar a área e avaliar escoramento provisório antes de qualquer discussão de orçamento de recuperação.

Do laudo à recuperação

O laudo de marquise indica a condição atual, o grau de risco e o escopo da intervenção: remoção de sobrecarga, tratamento de armadura, recomposição do concreto, refazimento de impermeabilização e correção da drenagem.

Executar a recuperação com o mesmo corpo técnico que emitiu o laudo evita a lacuna clássica entre diagnóstico e obra — e mantém a responsabilidade técnica em um único registro.