
Por que a marquise recebe atenção especial
Marquise é estrutura em balanço: engasta de um lado e não tem apoio do outro. Isso significa que não há caminho alternativo de carga — quando a seção crítica junto ao engaste perde capacidade, não existe redundância que segure o elemento.
Somando-se a isso, marquise fica sobre entrada de prédio, calçada e circulação de pessoas. É por essa combinação de exposição e ausência de redundância que o laudo de marquise é cobrado com regularidade no Rio Grande do Sul.
O que a vistoria verifica
Uma vistoria de marquise bem feita cobre, no mínimo:
- Região do engaste: fissuras transversais, sinais de rotação e integridade do concreto.
- Armadura: posição, recobrimento, corrosão e perda de seção.
- Sobrecarga acumulada: revestimentos sobrepostos, jardineira, equipamento, letreiro, antena, condensadora.
- Drenagem: caimento, ralo, rufo e pingadeira — água empoçada é a causa mais frequente de deterioração.
- Impermeabilização da face superior e estado da pintura e do forro inferior.
- Alterações não previstas em projeto, como fechamento, ampliação ou estrutura apoiada sobre a marquise.
Sinais que exigem providência imediata
Concreto se desprendendo, ferragem aparente com corrosão, mancha de ferrugem descendo pelo forro, fissura contínua junto à parede ou deformação visível no bordo são situações de risco imediato.
Nesses casos, a primeira medida é isolar a área e avaliar escoramento provisório antes de qualquer discussão de orçamento de recuperação.
Do laudo à recuperação
O laudo de marquise indica a condição atual, o grau de risco e o escopo da intervenção: remoção de sobrecarga, tratamento de armadura, recomposição do concreto, refazimento de impermeabilização e correção da drenagem.
Executar a recuperação com o mesmo corpo técnico que emitiu o laudo evita a lacuna clássica entre diagnóstico e obra — e mantém a responsabilidade técnica em um único registro.
